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Fun Fact | Artista Isabel Pons - Romeu e Julieta I Serigrafias&Afins I Lisboa


A Artista Isabel Pons foi uma gravadora, desenhista, ilustradora, pintora, professora e figurinista, que faz parte da coleção da Serigrafias & Afins.



Título: Romeu e Julieta

Técnica: Serigrafia Dimensões: 56 x 75 cm Ano: 1969 Edição: 150 exemplares assinados e numerados Referência: IP0001 P.V.P.:450 €




Isabel Pons fez cursos de pintura e desenho na Escola Nacional de Belas Artes, em Barcelona, entre 1925 e 1930. No mesmo período estuda na Escola Industrial de Sabadell, com Juan Vila-Cinca e A. Vila Arrufat. Entre os anos 1930 e 1940, frequenta o ateliê do pintor Carlos Vazquez e o Real Círculo Artístico de Barcelona. Por volta de 1935, faz ilustrações para livros do poeta espanhol Federico García Lorca (1898-1936). Muda-se para o Rio de Janeiro em 1945. Em 1957, leciona gravura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage). Naturaliza-se brasileira em 1958. Estuda com Rossini Perez (1932) e Johnny Friedlaender (1912-1992) no Ateliê de Gravura do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1959.


"No início do meu trabalho com gravura, até as tintas eu preparava, providenciava o papel, que precisava ser importado para que o trabalho fosse satisfatório. Hoje acabaram-se as tintas, o papel e a minha saúde. Não posso mais imprimir. Meu trabalho exige um longo processo. Nele eu uso sempre de duas a cinco cores diferentes e, para cada cor, é preciso um novo entintamento e nova passagem pela prensa".


"Como gravo? Olhando para a chapa. Fico ali olhando a chapa virgem, vazia, intocada, horas e horas. Nessa espera, há como que um magnetismo a nos unir, eu e a chapa. Sabendo olhar, surgem coisas misteriosas e maravilhosas. Eu gosto de trabalhar depois que o sol se põe. Minha inspiração é noturna, daí as luzes que emanam do interior de minha gravura. (...) Não me libertei totalmente das texturas. Preciso delas. Minhas gravuras sempre foram muito ricas de texturas, enfeitadas. Porém, precisava fazer uma revisão. Gravar para mim é muito fácil - e digo isso sem qualquer arrogância. Eu preciso lutar, encontrar novas e maiores dificuldades, preciso desafiar-me. Não gosto das coisas fáceis, estáveis. Afinal, sou de aquário, meu elemento cósmico é o ar (...). O que quero mostrar não são passarinhos, mas a liberdade. Arte para mim é liberdade e é ela que quero mostrar em minha obra. Sei que hoje a liberdade está atrofiada. Nos meus trabalhos há uma luz que vem de dentro - da gravura, do ser. Ela não está do lado de fora, em todo lugar. Vejo gases, vejo poluição, vejo dificuldades de todos os lados, em todos os dias. (...) Essas obras mutiladas adquirem sua plena liberdade casando-se entre si, entrelaçando-se milagrosamente formando um todo. Os pedaços rasgados de gravura me deram, de graça, uma pintura".


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