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João Artur da Silva

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Técnica: Serigrafia

Dimensão: 20 x 29 cm (mancha) e 25 x 35 cm (papel)

Ano: 2023

Edição: 200 exemplares

Referência: JAS0001

P.V.P.: 330 €

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Título: Autorretrato

Técnica: Serigrafia

Dimensão: 29 x 20 cm (mancha) 35 x 25 cm (papel)

Ano: 2023

Edição: 200 exemplares

Referência: JAS0002

P.V.P.: 300 €

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Técnica: Serigrafia

Dimensão: 35 x 25 cm (papel) 29 x 20 cm (mancha)

Ano: 2023

Edição: 200 exemplares

Referência: JAS0003

P.V.P.: 270 €

Sobre João Artur da Silva

João Artur Cordeiro da Silva nasceu em Cascais a 5 de outubro de 1928. Nascido com sindactilia, uma rara malformação congénita, foi submetido em 1947 a uma cirurgia corretiva em Inglaterra pelo cirurgião Sir Archibald McIndoe, pioneiro da cirurgia reconstrutiva durante a Segunda Guerra Mundial. Após essa experiência, decidiu dedicar-se ao desenho e à pintura.

 

Depois de participar em várias exposições coletivas em Lisboa, tornou-se um dos fundadores do anti-grupo “Os Surrealistas”, após Mário-Henrique Leiria, que conhecera na escola primária, o ter apresentado a Mário Cesariny. O grupo realizou exposições em Lisboa em 1949 e 1950. Após a morte de Cruzeiro Seixas em 2020,

 

João Artur da Silva tornou-se o último membro fundador vivo deste importante grupo do surrealismo português. A proximidade a artistas abertamente críticos da ditadura portuguesa dificultou-lhe durante vários anos a obtenção de passaporte. Apenas em 1958 conseguiu deixar o país, instalando-se em Inglaterra.

 

No Reino Unido, viveu inicialmente perto de Manchester e preparou durante dois anos a sua primeira exposição individual, apresentada em Londres na Woodstock Gallery, expondo também na Piccadilly Gallery. Durante este período desenvolveu igualmente uma prática de fotografia experimental, criando composições visuais que permaneceram inéditas durante décadas, existindo apenas em formato slide até serem pela primeira vez impressas pela Perve Galeria em 2024–2025.

 

Durante a sua permanência em Londres explorou também o design têxtil, criando lenços de seda sob a marca “Da Silva” para armazéns como Harrods e Liberty. Nas décadas de 1960 e 1970 expôs em diversas galerias e instituições londrinas, reunindo o apreço de artistas como Henry Moore e Lynn Chadwick, e de outras figuras proeminentes do mundo da arte, incluindo o diretor da Tate Gallery na altura, Sir John Rothenstein, James Laver, curador do Victoria and Albert Museum, o crítico de arte Eric Newton, ou o colecionador de arte Lord Amulree. Em 1978 regressou a Portugal, onde apresentou em 1981 um Atelier Aberto com obras produzidas ao longo de mais de duas décadas em Inglaterra. Desde 1991,

 

João Artur da Silva vive e trabalha na Colúmbia Britânica, Canadá, e, em 2012, tornou-se cidadão canadiano. Aí, apesar de nunca ter cessado a sua criação artística, optou por se afastar das exposições e do mercado de arte, interrompendo o processo de reconhecimento do seu trabalho, que tinha desenvolvido em Inglaterra e em Portugal. 

Em 2009, a sua escultura “O Prisioneiro”, uma das suas duas obras integradas na coleção permanente da Fundação Calouste Gulbenkian, foi apresentada no Reino Unido e em Portugal, numa colaboração entre a Tate Gallery, St. Ives e o Centro de Arte Moderna da Gulbenkian.

 

Há alguns anos, após se dedicar aos cuidados da sua mulher durante a sua doença e posterior falecimento, João Artur da Silva afastou-se temporariamente da pintura. Durante esse período encontrou consolo na escrita de poesia e na sua auto-biografia. Gradualmente, o seu interesse pela pintura ressurgiu e, apesar de problemas de saúde, o artista, então com 95 anos e notável lucidez, voltou a dedicar-se à criação pictórica diária, prática que mantém até hoje. No início de 2022, Carlos Cabral Nunes, diretor da Casa da Liberdade – Mário Cesariny e da Perve Galeria, foi contactado por um casal canadiano de colecionadores, Leslie e Merlin Ross, interessados em promover o reencontro com a obra de João Artur da Silva, então residente no Canadá há mais de três décadas e membro fundador do anti-grupo surrealista português liderado por Mário Cesariny. Seguiu-se um intenso trabalho de investigação sobre a vida e a obra do artista, culminando num encontro com o mesmo no Canadá, em setembro de 2023.

 

Desde então, a Perve Galeria tornou-se a representante exclusiva do seu espólio. Em janeiro de 2024 inaugurou na Casa da Liberdade - Mário Cesariny a exposição “Regresso, Desocultação e Vida”, primeira mostra antológica do autor desde os anos 1990. Esta assinalou o início de um programa especial de homenagem ao artista desenvolvido pela Perve Galeria, que se estende para além de Portugal, abrangendo apresentações no Canadá, Estados Unidos da América e Inglaterra. O segundo momento desta iniciativa teve lugar em abril de 2024, na Art Vancouver, onde João Artur foi apresentado pela primeira vez numa feira internacional de arte no Canadá. Em julho do mesmo ano, a sua obra foi apresentada pela Perve Galeria na Seattle Art Fair, onde o artista esteve em destaque no Collector’s Lounge.

 

A 5 de outubro de 2024, por ocasião do seu 96.º aniversário, a Perve Galeria inaugurou em Lisboa a primeira exposição retrospetiva do artista, Vitalidade Contínua, reunindo sete décadas da sua criação artística em diálogo com a obra da sua amiga de juventude, Isabel Meyrelles. Em 2025, a sua obra regressou a Londres na London Art Fair e estreou-se na ARCOlisboa, em maio. Entre setembro e outubro, foi apresentada em exposições individuais inéditas na St. Julian’s School, em Carcavelos, onde estudou, e na Perve Galeria, assinalando o seu 97.º aniversário.

 

No final do ano, a sua fotografia foi mostrada nos Emirados Árabes Unidos, integrada no projeto sobre lusofonias que a Perve Galeria apresentou na feira Abu Dhabi Art. Em 2026, será destaque com um projeto a solo concebido pela Perve Galeria na secção Spotlight da Frieze Masters.

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