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FunFact| Artista Graça Morais:“A minha pintura resulta da minha história.” | S&A I Lisboa

A sua pintura resulta das suas vivências. Nasceu numa aldeia isolada, da qual guarda muitas recordações na memória, mas também da história da pintura, da humanidade e do quotidiano.

As protagonistas das suas obras são as mulheres. O seu olhar é de grande respeito e admiração pelas mulheres e pelo seu mundo. As mulheres que conheceu na sua infância, com as quais continua a conviver, tiveram vidas muito duras, mantendo-se íntegras e cheias de valores. São verdadeiras matriarcas, pessoas sábias, com muitos conhecimentos e agarradas à terra.

A sua grande consistência formal e temática traduz-se no impulso e na visão de fundo iniciais: “Rostos femininos, fantásticos, cheios de sofrimento e sabedoria, a presença de animais e da Natureza”. Violência. Várias: crueldade sobre as mulheres, guerras, refugiados, retratados em militante intervenção cívica.

A artista Graça Morais afirma ainda: "A minha pintura é a grande luta contra a morte, as injustiças, contra a barbárie e a indiferença. Através da arte, da inteligência e da solidariedade podemos equilibrar o mundo, em oposição a tudo o que de negativo acontece. A arte dá-nos essa dimensão."

Nascida em 1948, no Vieiro, Trás-os-Montes, a artista concluiu o Curso Superior de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, é membro da Academia Nacional de Belas-Artes e foi agraciada com o grau de grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Desde 1974 que participa em mais de uma centena de exposições individuais e coletivas, em Portugal e no estrangeiro, destacando-se a representação de Portugal na 17.ª Bienal de São Paulo (1983) e a exposição “La Violence et la Grâce”, na Fundação Calouste Gulbenkian em Paris (2017), onde também decorreu o colóquio internacional “O Mito e a Metamorfose”, que reuniu uma vintena de especialistas da obra da pintora.

Ilustrou e colaborou com José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Agustina Bessa-Luís, Miguel Torga, Pedro Tamen, Nuno Júdice, entre outros escritores.

Em 2008, foi inaugurado o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em Bragança.






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