Mário Cesariny

DISPONÍVEL:

Técnica: Serigrafia

Dimensões: 37 cm x 51 cm

Edição: -

Referência: MC0001
P.V.P.: 310€

DISPONÍVEL:

Técnica: Serigrafia

Dimensões: 49 cm x 31 cm

Edição: -

Referência: MC0002 
P.V.P.: 370 €

Sobre Mário Cesariny

1923: Nasce em Lisboa a 9 de agosto.
O pai, com uma personalidade dominadora e pragmática, era empresário ourives, com
loja e oficina na rua da Palma, na freguesia de Santa Justa, em plena baixa lisboeta.
Depois da escola primária, o pai mandou o jovem Mário frequentar o Liceu Gil Vicente,
após o que, ao fim de um ano, com o intuito de dar continuidade ao negócio da família,
o mudou para um curso de cinzelagem na Escola de Artes Decorativas António Arroio.
Na António Arroio Cesariny conheceria Artur do Cruzeiro Seixas e Fernando José
Francisco. Completado o curso de cinzelagem, como não lhe agradasse o trabalho de ourives,
frequentou um curso de habilitação à Escola de Belas-Artes de Lisboa, que não
chegou a frequentar. Também estudou música, gratuitamente, com o compositor
Fernando Lopes Graça. Cesariny era um talentoso pianista, mas o pai, enfurecido,
proibiu-o de continuar esses estudos.
Desde o final da adolescência, Cesariny e os amigos frequentam várias tertúlias nos
cafés de Lisboa e descobrem o neorrealismo e depois o surrealismo.


1947: Cesariny viaja até Paris onde, graças a uma bolsa, frequenta a Académie de la
Grande Chaumière. É por essa altura, encontrando-se em Paris, que Cesariny visita André Breton. Ao abandonar Paris, no mesmo ano de 1947, e influenciado por Breton, impulsiona a
criação do Grupo Surrealista de Lisboa, tendo a seu lado figuras como António Pedro,
José Augusto França, Cândido Costa Pinto, Vespeira, João Moniz Pereira e Alexandre
O´Neill. O grupo, que reunia na Pastelaria Mexicana, surgiu como forma de protesto libertário
contra o movimento do neo-realismo, dominado pelo Partido Comunista Português, ao
mesmo tempo que também não alinhava com o regime salazarista. Mais tarde, funda o antigrupo (dissidente) Os Surrealistas, sendo seguido por António Maria Lisboa, Risques Pereira, Artur do Cruzeiro Seixas, Pedro Oom, Fernando José
Francisco e Mário-Henrique Leiria.

1950 a 1980: Nesta década, Cesariny dedica-se à pintura, mas também, e sobretudo, à poesia, que escreve nos cafés. Tem colaboração na revista Pirâmide (1959-1960). O seu editor é Luiz Pacheco, com quem mais tarde (nos anos 1970) se incompatibilizaria por completo. É também durante esse período que começa a ser incomodado e a ser vigiado pela Polícia Judiciária, por "suspeita de vagabundagem", obrigado a
humilhantes apresentações e interrogatórios regulares, devido à sua homossexualidade, que vivencia diariamente, de modo franco e destemido. Só a partir de 25 de Abril de 1974 deixará de ser perseguido e atormentado pela polícia.
Cesariny vivia com dificuldades financeiras, ajudado pela família. Apesar da
excelência da sua escrita, esta não o sustentava financeiramente e, a partir de meados dos anos 1960, acabaria por se dedicar por inteiro à pintura, como modo de subsistência. A partir da década de 1980, a obra poética de Cesariny é reeditada pelo editor Manuel Hermínio Monteiro e redescoberta por uma nova geração de leitores.
Nos últimos anos da sua vida, Cesariny vive com a sua irmã mais velha, Henriette (falecida em 2004), num apartamento na Rua de Basílio Teles, 6 - 3º, em Campolide, Lisboa. Ao contrário do que acontecia anteriormente, abre-se aos meios de
comunicação dando frequentes entrevistas e falando sobre a sua vida íntima.


2004: Miguel Gonçalves Mendes realiza o documentário Autografia, filme intenso e
comovente onde Cesariny se expõe e revela de modo total.


2006: Mário Cesariny morre em 26 de Novembro e a 8 de dezembro de 2016, os restos mortais do poeta foram trasladados para um jazigo individual, numa cerimónia presidida pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, do ministro da Cultura,
Luís Filipe Castro Mendes, do diretor cultural da Fundação EDP, José Manuel dos Santos, e de Teresa Caeiro, em representação da família. Cesariny passará a ter um monumento funerário com escultura projetado por Manuel Rosa. Doa em vida o seu espólio à Fundação Cupertino de Miranda e, por testamento, deixa um milhão de euros à Casa Pia.

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