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Celebrar o Amor com Arte | Serigrafias&Afins | Lisboa

A história do Dia dos Namorados – e a história de seu santo padroeiro – está envolta em mistério. Sabemos que fevereiro é há muito celebrado como um mês associado ao romance e que o Dia de S. Valentim, como o conhecemos hoje, contém vestígios de antigas tradições cristãs e romanas.


De acordo com a lenda, a celebração do feriado recorda o religioso Valentim, que serviu em Roma no século III. Quando o imperador Claudius II proibiu o casamento de rapazes por considerar que homens solteiros eram melhores soldados do que aqueles que tinham responsabilidades familiares, Valentim, entendendo o decreto como injusto, desafiou o imperador e continuou a realizar casamentos para jovens amantes em segredo. Quando Claudius II descobriu a traição, o sacerdote Valentim foi condenado à morte.

Embora a verdade relativamente às lendas de S. Valentim seja obscura, todas as histórias enfatizam o seu apelo como uma figura simpática, heroica e, particularmente relevante para compreender a celebração atual, romântica.

Em meados do século XVIII, era comum que amigos e amantes de todas as classes sociais trocassem pequenas lembranças de afeto ou bilhetes manuscritos, e em 1900 os cartões impressos começaram a substituir as cartas, impulsionados pelos avanços na tecnologia de impressão. Estes cartões “prontos a enviar” constituíam uma maneira fácil de expressar emoções numa época em que a exposição pública e direta de sentimentos era desencorajada. Esta tradição continua até hoje, com representações artísticas mais elevadas ou de carácter naïf, evocativas do trabalho de artistas como Bravo da Mata.


Cartões e presentes do Dia dos Namorados, tais como flores, chocolates ou joias, servem para transmitir mensagens de amor, enquanto outros optam por compartilhar atividades românticas com o seu respetivo parceiro, como forma de celebrar o seu amor. Mas uma obra de arte é também uma opção cativante.


O Amor e a Arte sempre andaram “de mãos dadas” – seja na pintura, na literatura ou nos casais artísticos existentes na vida real. Van Gogh terá afirmado certa vez que “não há nada realmente mais artístico do que amar as pessoas”. É concebível que seja por esse motivo que a maioria das obras de arte, de uma forma ou de outra, tenha tido sempre o Amor como tema, quer de forma mais abstrata, quer através de símbolos diretamente associados a este conceito, tais como os corações na obra de Regina Chulam.



A arte de Dali seria a mesma se este não tivesse conhecido Gala? Frida Kahlo estava profundamente apaixonada por Diego Rivera e escolheu o caminho da Arte ao pintar “Tehuana”, obra também conhecida como “Diego nos meus pensamentos”, para expressar verdadeiramente o modo como o seu companheiro, gravado na sua testa, ocupava a sua mente. Por vezes, a Arte prevalece mesmo ao Amor, como quando Paul Gauguin deixou a família para pintar no Taiti.

A representação dos dois amantes, de dois corpos ou seres unidos na tela, torna-se um objeto recorrente em estilos distintos e na obra de diversos artistas. A imagem do casal figura nos trabalhos do catálogo da Serigrafias&Afins, exemplo das obras de Diogo Navarro ou Carlos Barroco. Embora flores sejam um gesto maravilhoso para acompanhar um gesto de amor, escolher uma obra de arte permite-lhe expressar-se com a alma num nível diferente.


Oferecer ao seu parceiro ou companheira uma obra de arte é uma maneira incomparável de lhe dizer o que sente e seguir a duradoura relação entre Arte e Amor.

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