Jorge Molder

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DISPONÍVEL:
Título: Par Terre

Técnica: Platinotipia sobre papel japonês Kozo (Mulberry) de 25 g

Dimensões:  34,4 cm x 28 cm (papel)​, 22 cm x 22 cm (impressão)​ e 42 cm x 42 cm x 1 cm (caixa)

Ano: 2014-2015

Edição:3 provas numeradas de 1/3 a 3/3 + 1 AP

P.V.P: 3500 €

Sobre Jorge Molder

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Começou a sua carreira de fotógrafo com uma exposição individual em 1977 dedicada a Vilarinho das Furnas, na qual já estava patente o pendor nostálgico que irá orientar a sua obra, sublinhado pelo uso do preto e branco e pelo ligeiro sfumatto que raramente abandonará.

1947: Nasceu em Lisboa, cidade onde vive e trabalha.

 

É um fotógrafo português e filho de um judeu originário da Hungria que veio para Portugal em 1933, cujo nome original era Molnar (moleiro), faleceu quando Jorge Molder era criança.

Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, trabalhou como psicólogo militar no tempo da Guerra Colonial.

1980: Realiza Uma Exposição em colaboração com os poetas João Miguel Fernandes Jorge e Joaquim Manuel Magalhães, na qual se começa a esboçar o seu interesse pela insinuação narrativa e o pendor cinematográfico da sua fotografia. O "film-noir", mais precisamente pela mão de Dashiell Hammett, marca esteticamente os locais abandonados que Molder seleciona como cenários nestes primeiros trabalhos.

 

A adoção da série como categoria estruturante acentua esse carácter cinematográfico. Aliada ao interesse quase obsessivo pela prática do autorretrato, a série irá funcionar como o dispositivo de produção de sentido mais omnipresente no desenrolar do seu percurso fotográfico.

Em Joseph Conrad (1990) ou The Secret Agent (1991) encontramos um conjunto de cenários e adereços que evocam uma narrativa suspensa, como pistas numa novela policial ou num conto fantástico cujo desenrolar permanece obscuro. 

 

O autorretrato, embora esteja presente desde tão cedo quanto 1981, só mais tarde virá a assumir o seu atual carácter. Ao ser trabalhado em séries, o autorretrato assume um estatuto de autorrepresentação, no qual o eu se revela e oculta através da assunção de um outro enquanto protagonista da representação.

 

Entre o filme "noir" e o romance vitoriano, entre o agente secreto e Mister Hyde, o outro é aquele que se libertou do corpo para abraçar plenamente a sua condição espectral, sendo que esta é a condição da fotografia ela própria. Como testemunho último dessa condição veja-se uma série como Nox (Bienal de Veneza 1999) na qual a densidade do negro ameaça subsumir, por fim, as suas personagens.

 

1990: Desde este ano faz parte dos quadros da Fundação Calouste Gulbenkian como assessor.

 

1992: A 10 de junho é nomeado Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique.

1994: Desde este ano até 2009 assume funções como diretor do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (CAMJAP) da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Possui um relevante percurso nacional e internacional como fotógrafo. Foi artista convidado na Bienal de São Paulo de 1994 e representou Portugal na Bienal de Veneza de 1999.

2007: Vencedor do prémio AICA (Associação Internacional de Críticos de Arte).

2010: Vencedor do Grande Prémio EDP/Arte.